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Cinema em Palavras

Amor e Inocência

“I am yours. Heart and soul, I am yours.”

Amor e Inocência” é um filme biográfico de Jane Austen e tem foco no romance da escritora com Thomas Lefroy.  No filme, o Senhor e a Sra. Austen querem que sua filha caçula, Jane, case-se com um rapaz rico e nobre que está interessado nela, porém Jane é independente e acredita que o amor é a base de um casamento e não posses ou dinheiro, e é durante essa sua busca de independência (apesar de saber que casar-se com um homem rico ajudaria a situação de sua família) que ela conhece Thomas Lefroy, um estudante de direito irlandês e pobre, por quem se apaixona.

O filme destaca a paixão dos dois e suas diferenças, suas dificuldades, o preconceito sofrido por Jane por ser uma escritora e a sede de independência dela. Tudo isso de forma suave, leve e romântica.

O elenco é sensacional. James McAvoy e Anne Hathaway se entregam em seus personagens que, por sua vez, tem diálogos inteligentíssimos e românticos. Também não posso esquecer de citar o figurino e a fotografia incrível deste filme.

Nota de 0 a 10: 8

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Uma Lição de Amor

Prepare-se para tirar o lencinho da bolsa.

“Uma Lição de Amor” é um filme que retrata a batalha de Sam (Sean Penn) para recuperar a guarda de sua filha. Sam, por sua vez, tem a mentalidade de um garoto de sete anos e a pergunta mais importante do filme é “Como você cuidará da sua filha quando ela tiver uma mentalidade de uma pessoa mais velha que você?”

Sam tem um coração enorme e é querido dentre as pessoas que conhece. Incapaz de mentir e dá uma aula de sentimento, percepção, amor e sobre as coisas que, de fato, importam. Segundo ele mesmo, o amor pela sua filha o fará ser um bom pai já que ele se esforçará para deixá-la feliz, porém o serviço social insiste que Lucy Diamond Dawson, filha de Sam, deve ser levada para a adoção.

Lucy sabe da condição de seu pai e sabe que ele é diferente de outros pais e isso até gera umas cenas onde amigos da escola tiram sarro dela, mas mesmo com todos os acontecimentos é visível o amor e o orgulho que sente de seu pai.

Sean Penn e Dakota Fanning dão um show de atuação e é um filme que fez e fará muita gente chorar.

A trilha sonora do filme também é algo para se admirar já que é composta por diversos covers dos Beatles. Sam, conforme observamos no filme, é um fã incurável da banda. Diversas metáforas que diz e suas explicações sobre sentimentos, situações e etc são baseados em episódios dos Beatles. E mais uma prova do amor de Sam pelo quarteto inglês é o nome de sua filha. Sam deu o nome da filha baseando-se na música Lucy in the sky with diamonds e, por isso, seu nome é Lucy Diamond Dawson.

De qualquer forma, um filme que todos deveriam assistir para ver que o amor está nos pequenos gestos e nos maiores sacrifícios.

Invencível

Vi esse filme no cinema quando foI lançado e até hoje ainda me emociono ao lembrar de algumas cenas.

O drama mostra a história do atleta olímpico Louis Zamperini que sofre um acidente de avião e fica à deriva no Pacífico em uma missão da Segunda Guerra Mundial. Após 47 dias perdido no oceano, consegue encontrar terra firme e resgate, porém é capturado pelos inimigos japoneses e passa o restante do conflito em uma prisão militar japonesa.

Angelina Jolie iniciou sua carreira como diretora com um filme sensacional. Esse filme nos traz mensagens inspiradoras e nos dá uma força ao ver o que Louis (Jack O’Connel) está passando. Aliás, Jack O’Connel, que é principalmente conhecido por seu papel na série juvenil Skins, dá um show de interpretação e foi a primeira vez que o vi com outros olhos. A primeira vez que o olhei como um ator com potencial e, se continuar assim, sua carreira vai longe.

O filme mostra o tempo todo a invencibilidade de seu protagonista e sua força para sobreviver. Inspirador.

Nota de 0 a 10: 8

Reza a Lenda

Ainda não estou entendendo as críticas negativas desse filme. Certamente não é a maior obra prima de todos os tempos, mas tratando-se de cinema nacional esse é um filme que não pode passar em branco.

Fotografia, trilha sonora e atuações excepcionais. Assumo que fui ver o filme no cinema sem muita esperança e sem expectativas e saí de lá contente. Acredito que o filme poderia ter mais meia hora e deixar o final menos corrido, mas ainda assim ficou incrível.

O filme traz a realidade brasileira com o sertão, a religiosidade e desafia o conceito da imagem e seus milagres. Roteiro original, com personagens interessantes e que podiam ser muito mais explorados. Cenas de ação dignas de um aplauso já que gerou tensão em todos na sala de cinema.

E, não posso deixar de dizer que a cena em que toca “Serpente” da Pitty me deixou arrepiada. Com certeza verei esse filme de novo.

Nota de 0 a 10: 8

 

Clube dos Cinco

O Clube dos Cinco é um filme teen dos anos 80 que conta a história de cinco adolescentes (Um nerd, um atleta, um valentão, uma patricinha e uma garota “esquisita”) que são mandados para a detenção em um sábado e acabam descobrindo que, apesar de todas as suas diferenças e seus estereótipos isolados, eles têm muitas coisas em comum.

O que promete ser um filme sem clichês acaba tendo clichês em seu final, mas isso não diminui o valor do filme. Seu roteiro é cheio de diálogos profundos que, em seguida, são interrompidos por algum tipo de diálogo com tom mais leve e engraçado. Desta forma, o filme não tende para um drama pesado e nem para uma comédia besteirol.

Uma curiosidade é que o roteiro desse filme foi escrito em apenas dois dias e que a cena mais marcante foi um improviso entre os atores (A cena no chão da biblioteca).

Um contraste com o tipo de filmes adolescentes que temos hoje em dia que, em sua maioria, são adaptações de livros de sucesso. Um roteiro simples, inspirado e divertido foi o suficiente para fazer com que todos que assistam esse filme se apaixonem, fiquem com “Don’t You Forget About Me” na ponta língua e se perguntem o que aconteceu na segunda-feira.

Nota de 0 a 1o: 9,5

Naomi & Ely

Não tenho uma opinião positiva ou sequer negativa para este filme. Ele simplesmente passou em branco e acho que apenas o reveria se não estivesse com mais absolutamente nada para fazer.

Escolhi este filme para ver na Netflix, pois estava curiosa com o trabalho de um dos atores deste filme (Matthew Daddario, aka Alec Lightwood na série Shadowhunters).  E posso afirmar que não me surpreendi em nada com sua atuação.

O filme começa como um típico filme adolescente, mas Victoria não convence como Naomi. Pierson, por outro lado, abraça o personagem Ely e eu não tenho críticas à seu personagem.

Dias depois de ver o filme descobri que trata-se de uma adaptação cinematográfica do livro de mesmo nome escrito por David Levithan, portanto, por nunca ter lido o livro não tenho como avaliar se a adaptação foi boa. Se você leu o livro e viu o filme, deixe nos comentários o que achou, aliás, estou curiosa para saber a opinião dos fãs do livro sobre o filme.

Nota de 0 a 10: 3

 

Steve Jobs

Steve Jobs é um filme que retrata a vida do fundador da Apple, porém, diferentemente do outro filme sobre sua vida (Jobs, 2013) estrelado por Ashton Kutcher, este não mostra a criação da empresa/conversas na garagem entre o mesmo e Wozniack. Este filme é muito mais voltado para o que acontecia nos bastidores dos principais lançamentos da empresa, a relação tempestuosa com sua família.

Outros fatos são abordados por meios de flashbacks/cenas paralelas àquelas dos bastidores. Entre elas: a demissão de sua própria empresa.

O filme, em si, não é lá muito bom. O roteiro é bem extenso e cansativo, mas a atuação de Michael Fassbender e Kate Winslet fazem aquelas duas horas de filme valerem a pena.

Ainda acho que a atuação de Fassbender não merece um Oscar (ele é um dos indicados ao Oscar 2016 por esse personagem), mas sua atuação é crível e incrível.

Ainda acredito que, mesmo mostrando os principais defeitos de Steve Jobs, o filme o trata como um herói e a idolatria é escancarada. A intenção inicial de mostrá-lo como uma “pessoa comum” desmorona ao decorrer do filme e então deixamos de ver o Steve Jobs como uma pessoa comum e arrogante e, então, enxergamos um Steve Jobs idolatrado e ainda arrogante.

 

Nota de 0 a 10: 8

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