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Cinema em Palavras

mês

março 2016

Lovelace

Lovelace é uma cinebiografia de Linda Lovelace (Linda Boreman/Linda Marchiano) que era a filha querida de uma família tradicional e tornou-se a protagonista de um dos filmes pornográficos mais rentáveis da época, este arrecandando 600 milhões de dólares. Porém Linda não se manteve na indústria pornográfica e tornou-se uma militante contra a mesma.

O filme é muito triste, aliás, a vida de Linda é completamente conturbada. Casou-se cedo com Chuck, um homem mais velho, que era gentil, porém seu relacionamento com Linda tornou-se abusivo. Linda sofria violência doméstica e Chuck mascarava aquele abuso com paixão e amor.

No decorrer do filme, Chuck tem ainda mais poder sobre Linda fazendo ameaças à sua vida e, inclusive, negocia a prostituição de Linda em algumas ocasiões (sem o consentimento da mesma que, inclusive, parecia ser a última pessoa a saber).

Linda entra na indústria pornográfica para ganhar dinheiro (e por ordem de seu marido). Por sua vez, Linda nunca quis entrar na indústria pornográfica, mas o medo de Chuck é maior e ela acaba participando de uma gravação de 17 dias e que, ao final do filme, vimos como definiu a visão das pessoas em relação a ela.

Linda tenta escapar de seu relacionamento abusivo e tenta avisar sua mãe sobre Chuck, mas sua mãe pergunta o que ela havia feito para irritar Chuck e que ela só apanharia dele se houvesse um motivo. Claramente, a sociedade machista enraizada inclusive nos costumes de sua família.

A linearidade de como os fatos são contados foram um dos pontos altos do filme. Primeiramente, mostra-se o glamour de uma estrela, sua ascensão, os produtores e todos os envolvidos em festa e, em seguida, a podridão dos bastidores, os abusos, a violência, etc.

No fim do filme, Linda livra-se de Chuck e declara sua saída da indústria pornográfica, logo decidindo escrever sua biografia para contar sobre o que aconteceu. Eu, sinceramente, nunca havia sequer ouvido falar no nome de Linda antes deste filme então não sei exatamente sobre o que fala seu livro, mas posso arriscar a dizer que é a biografia de sua vida e uma mensagem contra a indústria pornográfica.

Inclusive, o filme inteiro é uma grande mensagem contra a violência doméstica e a indústria pornográfica que, como sabemos, objetifica, escraviza e abusa de mulheres em nome do lucro de homens que consideram-se produtores, diretores, etc.

No começo deste post, citei que o filme “Garganta Profunda” que Linda estrelou arrecadou 600 milhões de dólares. Pois é. Linda, por sua vez, ganhou apenas 1.250 dólares por sua participação no filme e, convenhamos, que sem Linda Lovelace o filme não seria nada.

Citei anteriormente também que nunca havia sequer escutado o nome de Linda antes desse filme então não posso dizer se a adaptação de sua biografia foi exatamente como deveria ter sido feita, inclusive vi comentários que afirmaram que o filme podia ter explorado mais coisas. De qualquer forma, o filme de uma hora e meia nos faz sentir sua dor e sua agonia e eu, particularmente, achei incrivelmente revelador e triste.

Com certeza, não procurarei sobre o filme “Garganta Profunda”, pois me recuso a dar audiência para esta indústria que foi muito bem desmascarada por meio de Lovelace. Se alguém que viu este filme tinha alguma dúvida de como a indústria pornográfica é repulsiva, agora, com certeza, não tem mais.

Se eu Ficar

Se eu ficar” é uma adaptação de um livro com o mesmo nome. O filme conta a história de Mia que tem sua vida drasticamente mudada devido a um acidente de carro.

O filme é composto por diversos flashbacks sobre o seu passado, memórias de seu ex-namorado, memórias de sua família, os medos da vida adulta, as preocupações e os momentos bons e ruins de seu mais recente relacionamento, etc.

Após o acidente, a protagonista encontra-se fora de seu corpo em coma e acompanha a morte de seus pais e de seu irmão mais novo, que estavam com ela no acidente de carro e, a partir disso, não se sente pronta para voltar e o filme fica no impasse da garota. Ficamos nos perguntando se ela voltará do coma ou se vai ceder à sua morte.

O filme não impressiona e não é o melhor trabalho de Chloe Grace Moretz, porém diversos momentos nos deixam emocionados como, por exemplo, as palavras de seu avô ao ver a garota em coma.

O relacionamento entre ela e Adam não é bem estabelecido e, por mais fofo que o romance possa parecer, Adam é um personagem egoísta.

Os pais de Mia (Chloe) são os personagens que mais nos envolvem na história. O amor de seus pais pelos filhos e os sacrifícios feitos pelos mesmos para criar seus dois filhos é de admirar. Além, é claro, de serem os personagens mais descolados do filme que carregam consigo uma trilha sonora de cair o queixo. Seus pais são roqueiros e Mia toca violoncelo. As músicas do filme são claramente pensadas e essenciais para as questões existenciais da protagonista.

 

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