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Cinema em Palavras

mês

fevereiro 2016

Cinderela

Assisti esse filme mais pela curiosidade do figurino do que por vontade de ver essa releitura .

Por sua vez, Cate Blanchett como madrasta foi uma das surpresas boas do filme já que a atriz que faz a Cinderela é inexpressiva e o ator que representa o Príncipe Encantado (que nesse filme tem um nome: Kit) é igualmente sem graça.

Tudo o que esperamos de um conto de Cinderela, porém sem as músicas e sem a clássica música da fada madrinha. Não tenho certeza se terei vontade de rever o filme, aliás, o figurino foi, de fato, a melhor parte do mesmo.

Nota de 0 a 10: 4

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Pretty Little Liars (1ª temporada)

Este post CONTÉM SPOILERS da primeira temporada de Pretty Little Liars.

Pretty Little Liars é aquele típico seriado adolescente que você fica preso e no final da temporada não entende como pôde perder tanto tempo assim para não se contentar com o final.

Ao assistir o início da primeira temporada, a Aria torna-se a personagem principal, porém com o decorrer da mesma percebemos que as quatro (Aria, Spencer, Hannah e Emily) são igualmente importantes.

O ar de mistério da série e a curiosidade de saber quem está por trás das mensagens, a famosa “A”, toma conta de nós e é possível devorar a série em apenas alguns dias, porém, como esperado, a identidade de A não é revelada no fim da temporada e você percebe que todas as pistas que as meninas e que você estava juntando em sua cabeça, na verdade, não levam a absolutamente nada.

Os relacionamentos das meninas tornam-se problemáticos devido a diversos acontecimentos atuais e do passado e, claro, com as ameaças de A. Aria que, por sua vez, namora um professor tem que ser ainda mais cuidadosa. Alguns personagens secundários como os ex-namorados/ex-ficantes de Spencer se perdem na história e nunca mais ouvimos falar deles.

O figurino, por sua vez, é ótimo e ouso fazer a comparação da série com o filme “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado“, onde os personagens também são ameaçados por um personagem secreto.

Uma vez comentei que não sabia se tinha amado ou odiado esse seriado e continuo com esse pensamento. Você se surpreende e se frustra com muita coisa ao mesmo tempo, principalmente com a season finale.

De Repente Pai

De Repente Pai é foi lançado em 2013 com Vince Vaughn como protagonista.

O filme retrata a vida de um solteirão que trabalha nos negócios da família que descobre que sua namorada está grávida e que, devido a um erro na clínica de fertilização, seu esperma foi utilizado para gerar 533 crianças. Esses 533 filhos descobrem que seu pai é o mesmo e buscam por meio da justiça conhecê-lo.

O personagem de Vince Vaughn acaba ficando com uma pasta com os dados de seus filhos e decide ir atrás deles para ajudá-los, porém sem dizer que é o pai biológico deles.

O filme é bem engraçadinho, típico de sessão da tarde ou de filmes de domingo. Arranca algumas risadas e é bem leve. Nada para pensar demais, mas facilmente emociona.

Nenhuma ação se destaca, nenhum diálogo é muito memorável, mas é um filme que não cansa.

Nota de 0 a 10: 5

 

White Collar (1ª tempordada)

Sei que esse blog tem o nome de “Cinema em Palavras”, mas eu não posso deixar de comentar sobre seriados. Desde já aviso que o texto abaixo CONTÉM SPOILERS.

White Collar é uma série que conta a história de uma parceria entre Neal Caffrey (vigarista e forjador de obras de arte) e Peter Burke (agente do FBI). Burke captura Neal quando o mesmo foge da cadeia para ir atrás do amor de sua vida, Kate, porém Neal não volta para a prisão, um acordo entre ele e o agente faz com que Neal fique com uma tornezeleira eletrônica e ajude o FBI com os casos mais complicados com sua experiência em golpes.

Kate, a amada de Neal, torna-se refém de alguém muito poderoso que, ao decorrer da temporada, só descobrimos que faz parte do FBI. Neal tem como objetivo encontrá-la.

O seriado tem a dinâmica de Dr. House e diversas outras séries. A história principal acontece durante toda a temporada, ou seja, a busca por Kate e o agente Burke começando a confiar em Neal e, a cada episódio, casos do FBI são resolvidos com a ajuda de Neal. Desta forma, a série não é cansativa e diversas descobertas úteis para os casos diários do FBI acabam ajudando Neal em sua busca.

A primeira temporada contém 15 episódios e acaba da forma mais eletrizante possível, a morte de Kate no avião em que ela e Neal usariam para escapar. A pergunta de quem matou Kate fica rondando nossos pensamentos e diversas teorias são criadas, aliás, temos diversos suspeitos e diversos motivos, entre eles um objeto importantíssimo para o andamento do seriado: A caixa de música.

Matt Bomer é único no papel de Neal Caffrey e a amizade de seu personagem com Peter Burke é divertida, intensa e verdadeira.

Outros personagens importantes são apresentados e caem na graça do público, entre eles: Mozzie, Elizabeth, June, Sara, Diana, Jones, etc.

Recomendo este seriado para quem quer uma série em tom leve, porém intrigante.

 

Amor e Inocência

“I am yours. Heart and soul, I am yours.”

Amor e Inocência” é um filme biográfico de Jane Austen e tem foco no romance da escritora com Thomas Lefroy.  No filme, o Senhor e a Sra. Austen querem que sua filha caçula, Jane, case-se com um rapaz rico e nobre que está interessado nela, porém Jane é independente e acredita que o amor é a base de um casamento e não posses ou dinheiro, e é durante essa sua busca de independência (apesar de saber que casar-se com um homem rico ajudaria a situação de sua família) que ela conhece Thomas Lefroy, um estudante de direito irlandês e pobre, por quem se apaixona.

O filme destaca a paixão dos dois e suas diferenças, suas dificuldades, o preconceito sofrido por Jane por ser uma escritora e a sede de independência dela. Tudo isso de forma suave, leve e romântica.

O elenco é sensacional. James McAvoy e Anne Hathaway se entregam em seus personagens que, por sua vez, tem diálogos inteligentíssimos e românticos. Também não posso esquecer de citar o figurino e a fotografia incrível deste filme.

Nota de 0 a 10: 8

Uma Lição de Amor

Prepare-se para tirar o lencinho da bolsa.

“Uma Lição de Amor” é um filme que retrata a batalha de Sam (Sean Penn) para recuperar a guarda de sua filha. Sam, por sua vez, tem a mentalidade de um garoto de sete anos e a pergunta mais importante do filme é “Como você cuidará da sua filha quando ela tiver uma mentalidade de uma pessoa mais velha que você?”

Sam tem um coração enorme e é querido dentre as pessoas que conhece. Incapaz de mentir e dá uma aula de sentimento, percepção, amor e sobre as coisas que, de fato, importam. Segundo ele mesmo, o amor pela sua filha o fará ser um bom pai já que ele se esforçará para deixá-la feliz, porém o serviço social insiste que Lucy Diamond Dawson, filha de Sam, deve ser levada para a adoção.

Lucy sabe da condição de seu pai e sabe que ele é diferente de outros pais e isso até gera umas cenas onde amigos da escola tiram sarro dela, mas mesmo com todos os acontecimentos é visível o amor e o orgulho que sente de seu pai.

Sean Penn e Dakota Fanning dão um show de atuação e é um filme que fez e fará muita gente chorar.

A trilha sonora do filme também é algo para se admirar já que é composta por diversos covers dos Beatles. Sam, conforme observamos no filme, é um fã incurável da banda. Diversas metáforas que diz e suas explicações sobre sentimentos, situações e etc são baseados em episódios dos Beatles. E mais uma prova do amor de Sam pelo quarteto inglês é o nome de sua filha. Sam deu o nome da filha baseando-se na música Lucy in the sky with diamonds e, por isso, seu nome é Lucy Diamond Dawson.

De qualquer forma, um filme que todos deveriam assistir para ver que o amor está nos pequenos gestos e nos maiores sacrifícios.

Invencível

Vi esse filme no cinema quando foI lançado e até hoje ainda me emociono ao lembrar de algumas cenas.

O drama mostra a história do atleta olímpico Louis Zamperini que sofre um acidente de avião e fica à deriva no Pacífico em uma missão da Segunda Guerra Mundial. Após 47 dias perdido no oceano, consegue encontrar terra firme e resgate, porém é capturado pelos inimigos japoneses e passa o restante do conflito em uma prisão militar japonesa.

Angelina Jolie iniciou sua carreira como diretora com um filme sensacional. Esse filme nos traz mensagens inspiradoras e nos dá uma força ao ver o que Louis (Jack O’Connel) está passando. Aliás, Jack O’Connel, que é principalmente conhecido por seu papel na série juvenil Skins, dá um show de interpretação e foi a primeira vez que o vi com outros olhos. A primeira vez que o olhei como um ator com potencial e, se continuar assim, sua carreira vai longe.

O filme mostra o tempo todo a invencibilidade de seu protagonista e sua força para sobreviver. Inspirador.

Nota de 0 a 10: 8

Reza a Lenda

Ainda não estou entendendo as críticas negativas desse filme. Certamente não é a maior obra prima de todos os tempos, mas tratando-se de cinema nacional esse é um filme que não pode passar em branco.

Fotografia, trilha sonora e atuações excepcionais. Assumo que fui ver o filme no cinema sem muita esperança e sem expectativas e saí de lá contente. Acredito que o filme poderia ter mais meia hora e deixar o final menos corrido, mas ainda assim ficou incrível.

O filme traz a realidade brasileira com o sertão, a religiosidade e desafia o conceito da imagem e seus milagres. Roteiro original, com personagens interessantes e que podiam ser muito mais explorados. Cenas de ação dignas de um aplauso já que gerou tensão em todos na sala de cinema.

E, não posso deixar de dizer que a cena em que toca “Serpente” da Pitty me deixou arrepiada. Com certeza verei esse filme de novo.

Nota de 0 a 10: 8

 

Clube dos Cinco

O Clube dos Cinco é um filme teen dos anos 80 que conta a história de cinco adolescentes (Um nerd, um atleta, um valentão, uma patricinha e uma garota “esquisita”) que são mandados para a detenção em um sábado e acabam descobrindo que, apesar de todas as suas diferenças e seus estereótipos isolados, eles têm muitas coisas em comum.

O que promete ser um filme sem clichês acaba tendo clichês em seu final, mas isso não diminui o valor do filme. Seu roteiro é cheio de diálogos profundos que, em seguida, são interrompidos por algum tipo de diálogo com tom mais leve e engraçado. Desta forma, o filme não tende para um drama pesado e nem para uma comédia besteirol.

Uma curiosidade é que o roteiro desse filme foi escrito em apenas dois dias e que a cena mais marcante foi um improviso entre os atores (A cena no chão da biblioteca).

Um contraste com o tipo de filmes adolescentes que temos hoje em dia que, em sua maioria, são adaptações de livros de sucesso. Um roteiro simples, inspirado e divertido foi o suficiente para fazer com que todos que assistam esse filme se apaixonem, fiquem com “Don’t You Forget About Me” na ponta língua e se perguntem o que aconteceu na segunda-feira.

Nota de 0 a 1o: 9,5

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