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Cinema em Palavras

The Mask You Live In

Este é um documentário que está disponibilizado na Netflix e que mostra, principalmente, como a sociedade machista acaba por mudar o caráter e o comportamento de um garoto.

O debate está focado nos homens, mas a discussão feminista é inerente já que a rejeição de tudo que é associado ao feminino resulta no que chamamos de “masculinidade”. O documentário também emociona ao retratar o medo da exclusão social e a solidão.

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Loucamente apaixonados

Devido ao trágico acidente que resultou na morte de Anton Yelchin, decidi postar minha opinião sobre o filme Loucamente Apaixonados.

Infelizmente o mundo se despediu (cedo demais) de um talentoso ator que tinha uma carreira brilhante pela frente.

Loucamente Apaixonados é uma história de dois jovens adultos que se conhecem em uma universidade de Los Angeles. Anna (Felicity Jones) é britânica e está se especializando e Jacob (Anton Yelchin) é assistente de seu professor. Os dois começam a sair juntos e eventualmente tornam-se um casal de namorados claramente apaixonados um pelo outro.

Anna, por sua vez, precisa ir embora para Inglaterra para não expirar seu visto, mas por inconsequência de ambos ela decide ficar com Jacob durante mais dois meses. Logo quando voltou para Inglaterra para um casamento e quis voltar, posteriormente, para os Estados Unidos foi impedida já no aeroporto. Esse acontecimento complica o relacionamento dos dois. Jacob tem um trabalho estável como designer de móveis em Los Angeles e Anna não pode entrar nos Estados Unidos.

A história desenrola entre vários dramas e vários términos entre os dois durante o decorrer do filme, porém a beleza do filme é em como os sentimentos são tão transparentes e até mesmo no silêncio dos personagens é possível captar o afeto, o carinho e o amor um pelo outro.

Diferente de outros filmes de romance, o final não é tão óbvio e você se pergunta se tudo vai ficar bem mesmo quando o filme acaba. O filme é de uma delicadeza incrível e diversas vezes gritei de frustração junto com os personagens e até mesmo chorei com eles. Definitivamente, uma boa indicação para quem gosta de filmes de romance “reais” (como por exemplo Blue Valentine).

Freaks and Geeks

Freaks and Geeks é uma série americana que foi televisionada em 1999 e conta a história de dois distintos grupos de amigos (os freaks e os geeks) nos anos 80. A série infelizmente foi cancelada pela baixa audiência e nem as ótimas críticas conseguiram forçar o canal americano a produzir uma segunda temporada.

Lindsay e Sam são irmãos e os protagonistas da série e, por isso, a série tem dois focos: o que acompanha Lindsay, uma matleta do último ano que acaba se tornando amiga dos freaks do colégio após alguns acontecimentos, e o que acompanha Sam, um geek que está no primeiro ano do ensino médio.

Os 18 episódios da temporada passam voando, pois é fácil se apegar e se identificar com os personagens. Sam e Lindsay são os protagonistas, mas a vida de cada um é bem explorada e bem contada. Os dramas, mesmo representando os anos 80 e sendo televisionado nos anos 90, são mais atuais que nunca. Ouso dizer que é a série adolescente mais “pé no chão” de todas quando comparada a um universo como Gossip Girl, Pretty Little Liars, entre outros.

Não conseguiria dizer mais coisas sobre a série sem soltar spoilers e afirmo aqui que ver essa série foi a melhor coisa que eu fiz para mim mesma em 2016. Altamente recomendado para quem ama o tema adolescente dos anos oitenta e quer ver uma dramédia muito bem roteirizada.

Ps. A trilha sonora da série é ótima e, com certeza, um dos vários pontos altos da série.

 

Lovelace

Lovelace é uma cinebiografia de Linda Lovelace (Linda Boreman/Linda Marchiano) que era a filha querida de uma família tradicional e tornou-se a protagonista de um dos filmes pornográficos mais rentáveis da época, este arrecandando 600 milhões de dólares. Porém Linda não se manteve na indústria pornográfica e tornou-se uma militante contra a mesma.

O filme é muito triste, aliás, a vida de Linda é completamente conturbada. Casou-se cedo com Chuck, um homem mais velho, que era gentil, porém seu relacionamento com Linda tornou-se abusivo. Linda sofria violência doméstica e Chuck mascarava aquele abuso com paixão e amor.

No decorrer do filme, Chuck tem ainda mais poder sobre Linda fazendo ameaças à sua vida e, inclusive, negocia a prostituição de Linda em algumas ocasiões (sem o consentimento da mesma que, inclusive, parecia ser a última pessoa a saber).

Linda entra na indústria pornográfica para ganhar dinheiro (e por ordem de seu marido). Por sua vez, Linda nunca quis entrar na indústria pornográfica, mas o medo de Chuck é maior e ela acaba participando de uma gravação de 17 dias e que, ao final do filme, vimos como definiu a visão das pessoas em relação a ela.

Linda tenta escapar de seu relacionamento abusivo e tenta avisar sua mãe sobre Chuck, mas sua mãe pergunta o que ela havia feito para irritar Chuck e que ela só apanharia dele se houvesse um motivo. Claramente, a sociedade machista enraizada inclusive nos costumes de sua família.

A linearidade de como os fatos são contados foram um dos pontos altos do filme. Primeiramente, mostra-se o glamour de uma estrela, sua ascensão, os produtores e todos os envolvidos em festa e, em seguida, a podridão dos bastidores, os abusos, a violência, etc.

No fim do filme, Linda livra-se de Chuck e declara sua saída da indústria pornográfica, logo decidindo escrever sua biografia para contar sobre o que aconteceu. Eu, sinceramente, nunca havia sequer ouvido falar no nome de Linda antes deste filme então não sei exatamente sobre o que fala seu livro, mas posso arriscar a dizer que é a biografia de sua vida e uma mensagem contra a indústria pornográfica.

Inclusive, o filme inteiro é uma grande mensagem contra a violência doméstica e a indústria pornográfica que, como sabemos, objetifica, escraviza e abusa de mulheres em nome do lucro de homens que consideram-se produtores, diretores, etc.

No começo deste post, citei que o filme “Garganta Profunda” que Linda estrelou arrecadou 600 milhões de dólares. Pois é. Linda, por sua vez, ganhou apenas 1.250 dólares por sua participação no filme e, convenhamos, que sem Linda Lovelace o filme não seria nada.

Citei anteriormente também que nunca havia sequer escutado o nome de Linda antes desse filme então não posso dizer se a adaptação de sua biografia foi exatamente como deveria ter sido feita, inclusive vi comentários que afirmaram que o filme podia ter explorado mais coisas. De qualquer forma, o filme de uma hora e meia nos faz sentir sua dor e sua agonia e eu, particularmente, achei incrivelmente revelador e triste.

Com certeza, não procurarei sobre o filme “Garganta Profunda”, pois me recuso a dar audiência para esta indústria que foi muito bem desmascarada por meio de Lovelace. Se alguém que viu este filme tinha alguma dúvida de como a indústria pornográfica é repulsiva, agora, com certeza, não tem mais.

Se eu Ficar

Se eu ficar” é uma adaptação de um livro com o mesmo nome. O filme conta a história de Mia que tem sua vida drasticamente mudada devido a um acidente de carro.

O filme é composto por diversos flashbacks sobre o seu passado, memórias de seu ex-namorado, memórias de sua família, os medos da vida adulta, as preocupações e os momentos bons e ruins de seu mais recente relacionamento, etc.

Após o acidente, a protagonista encontra-se fora de seu corpo em coma e acompanha a morte de seus pais e de seu irmão mais novo, que estavam com ela no acidente de carro e, a partir disso, não se sente pronta para voltar e o filme fica no impasse da garota. Ficamos nos perguntando se ela voltará do coma ou se vai ceder à sua morte.

O filme não impressiona e não é o melhor trabalho de Chloe Grace Moretz, porém diversos momentos nos deixam emocionados como, por exemplo, as palavras de seu avô ao ver a garota em coma.

O relacionamento entre ela e Adam não é bem estabelecido e, por mais fofo que o romance possa parecer, Adam é um personagem egoísta.

Os pais de Mia (Chloe) são os personagens que mais nos envolvem na história. O amor de seus pais pelos filhos e os sacrifícios feitos pelos mesmos para criar seus dois filhos é de admirar. Além, é claro, de serem os personagens mais descolados do filme que carregam consigo uma trilha sonora de cair o queixo. Seus pais são roqueiros e Mia toca violoncelo. As músicas do filme são claramente pensadas e essenciais para as questões existenciais da protagonista.

 

Cinderela

Assisti esse filme mais pela curiosidade do figurino do que por vontade de ver essa releitura .

Por sua vez, Cate Blanchett como madrasta foi uma das surpresas boas do filme já que a atriz que faz a Cinderela é inexpressiva e o ator que representa o Príncipe Encantado (que nesse filme tem um nome: Kit) é igualmente sem graça.

Tudo o que esperamos de um conto de Cinderela, porém sem as músicas e sem a clássica música da fada madrinha. Não tenho certeza se terei vontade de rever o filme, aliás, o figurino foi, de fato, a melhor parte do mesmo.

Nota de 0 a 10: 4

Pretty Little Liars (1ª temporada)

Este post CONTÉM SPOILERS da primeira temporada de Pretty Little Liars.

Pretty Little Liars é aquele típico seriado adolescente que você fica preso e no final da temporada não entende como pôde perder tanto tempo assim para não se contentar com o final.

Ao assistir o início da primeira temporada, a Aria torna-se a personagem principal, porém com o decorrer da mesma percebemos que as quatro (Aria, Spencer, Hannah e Emily) são igualmente importantes.

O ar de mistério da série e a curiosidade de saber quem está por trás das mensagens, a famosa “A”, toma conta de nós e é possível devorar a série em apenas alguns dias, porém, como esperado, a identidade de A não é revelada no fim da temporada e você percebe que todas as pistas que as meninas e que você estava juntando em sua cabeça, na verdade, não levam a absolutamente nada.

Os relacionamentos das meninas tornam-se problemáticos devido a diversos acontecimentos atuais e do passado e, claro, com as ameaças de A. Aria que, por sua vez, namora um professor tem que ser ainda mais cuidadosa. Alguns personagens secundários como os ex-namorados/ex-ficantes de Spencer se perdem na história e nunca mais ouvimos falar deles.

O figurino, por sua vez, é ótimo e ouso fazer a comparação da série com o filme “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado“, onde os personagens também são ameaçados por um personagem secreto.

Uma vez comentei que não sabia se tinha amado ou odiado esse seriado e continuo com esse pensamento. Você se surpreende e se frustra com muita coisa ao mesmo tempo, principalmente com a season finale.

De Repente Pai

De Repente Pai é foi lançado em 2013 com Vince Vaughn como protagonista.

O filme retrata a vida de um solteirão que trabalha nos negócios da família que descobre que sua namorada está grávida e que, devido a um erro na clínica de fertilização, seu esperma foi utilizado para gerar 533 crianças. Esses 533 filhos descobrem que seu pai é o mesmo e buscam por meio da justiça conhecê-lo.

O personagem de Vince Vaughn acaba ficando com uma pasta com os dados de seus filhos e decide ir atrás deles para ajudá-los, porém sem dizer que é o pai biológico deles.

O filme é bem engraçadinho, típico de sessão da tarde ou de filmes de domingo. Arranca algumas risadas e é bem leve. Nada para pensar demais, mas facilmente emociona.

Nenhuma ação se destaca, nenhum diálogo é muito memorável, mas é um filme que não cansa.

Nota de 0 a 10: 5

 

White Collar (1ª tempordada)

Sei que esse blog tem o nome de “Cinema em Palavras”, mas eu não posso deixar de comentar sobre seriados. Desde já aviso que o texto abaixo CONTÉM SPOILERS.

White Collar é uma série que conta a história de uma parceria entre Neal Caffrey (vigarista e forjador de obras de arte) e Peter Burke (agente do FBI). Burke captura Neal quando o mesmo foge da cadeia para ir atrás do amor de sua vida, Kate, porém Neal não volta para a prisão, um acordo entre ele e o agente faz com que Neal fique com uma tornezeleira eletrônica e ajude o FBI com os casos mais complicados com sua experiência em golpes.

Kate, a amada de Neal, torna-se refém de alguém muito poderoso que, ao decorrer da temporada, só descobrimos que faz parte do FBI. Neal tem como objetivo encontrá-la.

O seriado tem a dinâmica de Dr. House e diversas outras séries. A história principal acontece durante toda a temporada, ou seja, a busca por Kate e o agente Burke começando a confiar em Neal e, a cada episódio, casos do FBI são resolvidos com a ajuda de Neal. Desta forma, a série não é cansativa e diversas descobertas úteis para os casos diários do FBI acabam ajudando Neal em sua busca.

A primeira temporada contém 15 episódios e acaba da forma mais eletrizante possível, a morte de Kate no avião em que ela e Neal usariam para escapar. A pergunta de quem matou Kate fica rondando nossos pensamentos e diversas teorias são criadas, aliás, temos diversos suspeitos e diversos motivos, entre eles um objeto importantíssimo para o andamento do seriado: A caixa de música.

Matt Bomer é único no papel de Neal Caffrey e a amizade de seu personagem com Peter Burke é divertida, intensa e verdadeira.

Outros personagens importantes são apresentados e caem na graça do público, entre eles: Mozzie, Elizabeth, June, Sara, Diana, Jones, etc.

Recomendo este seriado para quem quer uma série em tom leve, porém intrigante.

 

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